terça-feira, 7 de setembro de 2010

A história das três peneiras

... Olavo foi transferido de projeto! Logo no primeiro dia e, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:

- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele… Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, apartou: 

- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?  

- Peneiras? Que peneiras, chefe?

- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?  

- Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que… E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:  

- Então sua historia já vazou a primeira peneira. Vamos então para segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, será bom para alguém? Gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?  

- Claro que não! Deus me livre, chefe – diz Olavo, assustado.  

- Então, – continua o chefe – sua historia vazou a segunda peneira.

- Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passa-lo adiante?  

- Não, chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar – fala um Olavo, agora arrependido.  

- Pois é, Olavo, já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras?  

- Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo destas três peneiras: VERDADE BONDADE NECESSIDADE, antes de obedecer ao impulso de passa-lo adiante, porque:  

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS,  
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS,  
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.

Autor Desconhecido 
(dizem que foi uma resposta de Sócrates, filósofo grego a pergunta de seu discípulo). 

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